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Um Olhar mais Atento ao Processo de Classificação de Código ISO 15415 2D

ISO 15415 2D Code

As informações de diagnóstico fornecidas pelo software de verificação requerem interpretação. A compreensão básica do processo de decodificação e classificação pode ajudar os usuários a saber quais tipos de ajustes devem fazer, como verificar abertura ou alterar o ângulo de iluminação. Anteriormente, explicamos o processo de classificação de código de barras 15416 1D da Organização Internacional de Padronização (ISO - International Organization for Standardization). Agora, vejamos os passos envolvidos na classificação de código bidimensional (2D) da norma ISO 15415.

Processo de decodificação para códigos 2D

Os melhores códigos de barras possuem um elevado contraste entre os módulos pretos e brancos, com extremidades nítidas e proporções ideais. Até a menor imperfeição pode causar problemas no código. Um verificador de código de barras irá comparar códigos de barras a uma versão perfeita do código, identificando áreas com problemas. Para compreender por que motivo até a menor variação é importante, é necessário primeiro compreender como o software de verificação decodifica os códigos de barras. Utilizemos um código Data Matrix como exemplo.

A simbologia Data Matrix é provavelmente o código 2D mais comum. Permite a maior densidade de dados por módulo, especialmente em símbolos pequenos, portanto, a qualidade de classificação é essencial. O padrão localizador consiste em lados esquerdo e inferior sólidos, formando um padrão em L e um padrão alternado (ou faixa) em lados opostos do L. O padrão alternado especifica o número de módulos na matriz e é utilizado para decodificar a grelha onde os módulos se encontram. Todas as informações sobre o tamanho do símbolo, codificação e correção de erro são determinadas a partir do tamanho da matriz.

Elementos de código Data Matrix

O processo de decodificação envolve vários passos para a leitura e classificação de um código. Mantenha este processo em mente no momento da verificação, visto que os parâmetros de qualidade são cálculos da probabilidade de falha de cada um dos passos de decodificação. Os passos seguem esta ordem:

  1. O verificador captura a imagem.
  2. O software adiciona desfoque à imagem para remover ruído ou textura do fundo.
  3. O limite global é calculado a partir da imagem desfocada. O limite global é o valor definido para determinar se uma célula está mais próxima de branco ou preto.
  4. O software a converte para preto e branco ou imagem "binária". Para tornar a imagem binária, o software utiliza a imagem desfocada com valores de cinza e converte cada píxel para preto ou branco.
  5. O software marca linhas para encontrar o padrão "L" e busca por um padrão alternado. Essencialmente, ele está encontrando o padrão localizador.
  6. Com base no espaçamento entre os dentes do padrão alternado, é gerada a grelha de decodificação de referência.
  7. Na intersecção da grelha, um círculo (a abertura) é desenhado e o valor de luz é comparado com o limite, criando uma sequência de dados binários com base na cor da célula, denominada sequência de bits.
  8. A sequência de bits (sequência de dados) é corrigida utilizando a correção de erros Reed-Solomon.
  9. A sequência de bits corrigida é convertida para valores ASCII revelando os dados no código.

Códigos ISO 15415

Importância do tamanho da abertura para códigos 2D

Para códigos 2D, a abertura se refere à amostra circular capturada na interseção da grelha. Cada um desses círculos de amostra será o que o software irá utilizar para determinar se uma célula é escura ou clara. Sempre que o círculo de amostra capturar células claras e escuras dentro dele, isso resultará em um tom de cinza. Idealmente, a abertura deverá ficar perfeitamente centrada no centro de uma célula da cor correta. As células que começam sem uma borda nítida ou têm outras cores de células misturadas certamente resultarão em uma cor cinza. O processo de decodificação irá converter a imagem em formato binário, portanto, tudo aquilo que era cinzento terá de ser convertido para preto ou branco. Todas as células cinzentas acrescentam margem para erro. Uma abertura demasiado grande ou pequena
fará com que a classificação seja menos precisa.

De acordo com a norma ISO 15415 para códigos 2D impressos em uma etiqueta, você deverá definir o tamanho da abertura de acordo com a norma da aplicação. Tipicamente, uma norma de aplicação definirá o tamanho da abertura para 80% do menor módulo permitido na aplicação. Por exemplo, uma aplicação GS1 típica permite um intervalo de X dimensões entre 10 MIL e 20 MIL e especifica um tamanho da abertura de 8 MIL.

Processo de classificação ISO 15415

Durante o processo de decodificação, deverão ocorrer vários passos adicionais para concluir o processo de classificação. O primeiro passo consiste em determinar se o código pode ser decodificado pelo algoritmo de decodificação de referência padrão. No fundo, trata-se de um algoritmo básico que executa o processo de decodificação descrito acima. Todos os verificadores utilizam o algoritmo de decodificação de referência padrão para o primeiro passo no processo de verificação. Desta forma, é garantido que até os leitores de código de barras mais rudimentares são capazes de decodificar o símbolo.

Se um código não puder ser decodificado, o verificador mostrará uma classificação F e indicará SEM DECODIFICAÇÃO. Isso é diferente de como um código com falha que foi decodificado seria exibido. Um código que recebe uma classificação F, mas passou no processo de decodificação mostraria uma classificação para cada um dos parâmetros de qualidade. A classificação mais baixa recebida se tornará a classificação geral do código. Por exemplo, caso os resultados apresentem um A para cada parâmetro, mas seja atribuído um B por não uniformidade axial, a classificação dessa código de barras será B.

Processo de Classificação ISO 15415

 

Assim que o processo de verificação é concluído e seja gerada uma classificação formal, o próximo passo será identificar o(s) parâmetro(s) que está(ão) reduzindo a classificação. Após serem identificados os parâmetros para a classificação mais baixa, uma pesquisa mais aprofundada no próprio código permitirá detectar os módulos que estão causando o problema. Para visualizar soluções comuns para resultados indesejáveis, faça o download do Documento Técnico Compreendendo os Resultados da Verificação.

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